VEREADORES E VEREADORAS DE LEOPOLDO DE BULHÕES HOMENAGEIAM A DONA MARIA LAVADEIRA
- 06/03/2026
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VEREADORES E VEREADORAS DE LEOPOLDO DE BULHÕES HOMENAGEIAM A DONA MARIA LAVADEIRA
Por Aurisney Funchal
Na última quinta-feira (05/03) a câmara municipal de Leopoldo de Bulhões realizou uma sessão especial para homenagear a senhora Maria Ferreira da Silva, 82 anos, carinhosamente conhecidada como Maria lavadeira.
Os vereadores e as vereadoras entregaram para ela uma moção de aplausos em reconhecimento a uma vida inteira dedicada aos mais pobres. A câmara municipal ficou lotada para homenagear a dona Maria lavadeira. Estavam presentes familiares, amigos, vereadores e vereadoras e a prefeita Roberta Caetano.
Uma trajetória que não se mede por títulos ou posses, mas por marcas profundas que deixou no coração da nossa gente. Dona Maria é autora de gestos de amor que transformaram vidas.
Nascida em Lagamar, Minas Gerais, no dia 16 de dezembro de 1943, ela trouxe consigo a força da terra e a pureza de quem sabe o valor essencial da via. A sua vida é um mapa de coragem que passou por Unaí ainda em Minas Gerais e Goiânia, até fincar raízes definitivas em Leopoldo de Bulhões em 1974.
Muitos conhecem a dona Maria lavadeira pela sua dedicação pública, sempre trabalhando pelo próximo, mas poucos sabem da herança de suor que ela carrega com as dores e dificuldades que sempre enfrentou. Em 1967 casou-se com Osvaldo Romano da Silva, viveu uma união de dez anos antes de enfrentar o maior desafio de uma mulher: criar cinco filhos sozinha. Dona Maria Ferreira é mãe de Joana Darc, Edelia, Diva, Ronaldo e Roberto. Tem seis netos e dois bisnetos.
Ela nunca teve medo do trabalho. Lavou roupas para fora para garantir o sustento dos filhos, trabalhou com afinco na limpeza do Hospital São Vicente de Paula, foi diretora da creche municipal. Dona Maria provou que as mãos que lavam são as mesmas mãos que educam e lideram.
Em 1978 começou a trabalhar na Sociedade São Vicente de Paula. Inicialmente ao lado do senhor Chico Gomes, lavando roupas das pessoas acamadas no córrego, já foi presidente da entidade.
Sempre ajudou os mais carentes organizando a distribuição de cestas básicas, doação de remédios e materiais de construção. Mesmo tendo uma baixa renda frequentemente a dona Maria tirava do seu próprio bolso para ajudar as pessoas. Quando perguntada sobre o porquê de tanto esforço, a sua resposta é uma lição: ela o faz para aprender a ser humilde, para servir e para seguir, com paciência, os passos de Jesus.
Dona Maria, a sua vida nos ensina que a caridade não é o que sobra, mas o que se compartilha com amor. Sua paciência com o próximo e seu desejo de servir são os verdadeiros pilares de uma vida digna.
Hoje, não apenas aplaudimos a sua história; nós agradecemos por ser a nossa bússola de humanidade. Muito obrigado por nos ensinar a ser pessoas melhores.
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